O cinema não possui um criador em particular, desde sempre o homem procurou representar a realidade de seu ponto de vista. E conforme as eras foram passando, o homem passou a desenvolver diferentes maneiras para conceber sua visão de mundo, até que começou a produzir cenas sequenciadas. O Livro dos Mortos dos egípcios, as sombras chinesas, a lanterna mágica...
Em 1826 o inglês Peter Mark Roger descobriu o fenômeno da persistência da visão, ou seja, a fração de segundo em que a imagem permanece na retina, e isso promoveu a construção de aparelhos para captação e análise de movimento. Nesta fase surgiu o Fenaquistoscópio de Plateau (1832), a experiência com cavalos de Muybridge (1872), o Praxinoscópio de Reynaud (1877), o Fuzil Fotográfico de Marey (1878), a Cronofotografia de Marey (1887).

Fenaquistoscópio de Plateau
Cavalos de Muybridge
Em 1890, o norte-americano Thomas Edison inventou o filme perfurado, o Cinetoscópio. Um filme em 35mm em preto e branco ou colorido, pintado à mão, mudo ou sonorizado com auxílio de um piano. O problema era que as imagens só podiam ser vistas por um espectador de cada vez.
Então, em 1895, os irmãos Lumière aperfeiçoam o Cinetoscópio e produzem o Cinematógrafo. O aparelho movido à manivela conseguia registrar o movimento e permitiu a projeção das imagens para o público, o cinema nascia propriamente. Louis Lumière foi o primeiro cineasta realizador de documentários curtos. Porém, os irmãos Lumière priorizaram as produções de documentários ao invés de filmes, o que deu espaço para o surgimento de outros cineastas.
A Saída dos Operários da Fábrica Lumière
Os primeiros filmes tinham duração de 45 a 60 segundos, eram pequenos documentários e tinham o objetivo de mostrar aos espectadores os filmes produzidos pelos novos aparatos. Eram autônomos, sem narrativa específica, impulsionou o começo dos processos de montagens cinematográficas. O espectador era chamado a ver e analisar, de uma perspectiva simples e robusta. Era algo mais relacionado a enxergar a realidade presente, ser exposto a uma tecnologia que podia salvar um pequeno pedaço de tempo e reproduzi-lo.
Em uma segunda perspectiva, o cinema ficcional surge como “evolução” aos pequenos documentários. Apresentava narrativa teatral, montagem cinematográfica, atores, cenários... Era o teatro sendo filmado e exposto como filme. Os filmes ganharam tempo, conseguindo chegar aos quinze minutos! É a fase em que os produtores procuravam encher as salas de cinemas com o público, que passava a construir opinião, assistir e ver o filme. As pessoas concebiam a ideia de apreciação e percepção cinematográfica.
Referências:
Aulas de Cinema com professora Celina do Rocio Paz Alvetti

ok, vamos em frente. ótimas escolhas de filmes.
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