terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A IMAGEM DOS PRIMEIROS CINEMAS

O cinema não possui um criador em particular, desde sempre o homem procurou representar a realidade de seu ponto de vista. E conforme as eras foram passando, o homem passou a desenvolver diferentes maneiras para conceber sua visão de mundo, até que começou a produzir cenas sequenciadas. O Livro dos Mortos dos egípcios, as sombras chinesas, a lanterna mágica...

Em 1826 o inglês Peter Mark Roger descobriu o fenômeno da persistência da visão, ou seja, a fração de segundo em que a imagem permanece na retina, e isso promoveu a construção de aparelhos para captação e análise de movimento. Nesta fase surgiu o Fenaquistoscópio de Plateau (1832), a experiência com cavalos de Muybridge (1872), o Praxinoscópio de Reynaud (1877), o Fuzil Fotográfico de Marey (1878), a Cronofotografia de Marey (1887).

Fenaquistoscópio de Plateau


 Cavalos de Muybridge


Em 1890, o norte-americano Thomas Edison inventou o filme perfurado, o Cinetoscópio. Um filme em 35mm em preto e branco ou colorido, pintado à mão, mudo ou sonorizado com auxílio de um piano. O problema era que as imagens só podiam ser vistas por um espectador de cada vez.

Então, em 1895, os irmãos Lumière aperfeiçoam o Cinetoscópio e produzem o Cinematógrafo. O aparelho movido à manivela conseguia registrar o movimento e permitiu a projeção das imagens para o público, o cinema nascia propriamente. Louis Lumière foi o primeiro cineasta realizador de documentários curtos. Porém, os irmãos Lumière priorizaram as produções de documentários ao invés de filmes, o que deu espaço para o surgimento de outros cineastas.


A Saída dos Operários da Fábrica Lumière


Os primeiros filmes tinham duração de 45 a 60 segundos, eram pequenos documentários e tinham o objetivo de mostrar aos espectadores os filmes produzidos pelos novos aparatos. Eram autônomos, sem narrativa específica, impulsionou o começo dos processos de montagens cinematográficas. O espectador era chamado a ver e analisar, de uma perspectiva simples e robusta. Era algo mais relacionado a enxergar a realidade presente, ser exposto a uma tecnologia que podia salvar um pequeno pedaço de tempo e reproduzi-lo.


A chegada de um trem na estação - Irmãos Lumière

Em uma segunda perspectiva, o cinema ficcional surge como “evolução” aos pequenos documentários. Apresentava narrativa teatral, montagem cinematográfica, atores, cenários... Era o teatro sendo filmado e exposto como filme. Os filmes ganharam tempo, conseguindo chegar aos quinze minutos! É a fase em que os produtores procuravam encher as salas de cinemas com o público, que passava a construir opinião, assistir e ver o filme. As pessoas concebiam a ideia de apreciação e percepção cinematográfica.


Viagem à Lua - Georges Méliès (1902)



Referências: 
Aulas de Cinema com professora Celina do Rocio Paz Alvetti

domingo, 26 de fevereiro de 2012

INAUGURAÇÃO





Bem vindos ao Blog da INTER 1! As publicações aqui serão destinadas às atividades relacionadas a produtora e ao tema proposto por nossa diretriz: vídeos musicais.

E, para começar: O ESPETÁCULO DE MOULIN ROUGE.

O único musical indicado ao Oscar de Melhor Filme depois de The Show Must Go On (O Show Deve Continuar), Moulin Rouge conquista, até hoje, fãs através de suas músicas e figurinos. Um mundo de fantasias e tentações. O musical trabalha a ideia do Cabaré parisiense, que emprestou o nome para o curta, e a comédia romântica.

Dirigdo por Baz Luhrmann, conta uma história de amor e sensualidade engajados em danças, plumas, jogos de poder, uma pitada de história e muito humor. O filme que demorou mais de anos para ser gravado, dentre acidentes com a protagonista Nicole Kidman à viagens e problemas técnicos, representou um marco para os novos musicais.



O Moulin Rouge é um símbolo emblemático da noite parisiense e guarda uma rica história ligada à boémia da cidade. O pintor Toulouse-Lautrec (John Leguizamo) foi homenageado com um personagem e através de seus inusitados cartazes, os quais, até hoje, permanecem expostos dentro do Moulin Rouge. 



Oscar 2002 (EUA) 
Venceu nas categorias de Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino. 
Indicado nas categorias de Melhor Atriz (Nicole Kidman), Melhor Fotografia, Melhor Edição, Melhor Maquiagem, Melhor Filme e Melhor Som. 


BAFTA 2002 (Reino Unido) 
Venceu nas categorias de Melhor Som e Melhor Música. 
Indicado nas categorias de Melhor Fotografia, Melhor Figurino, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Edição, Melhor Filme, Melhor Maquiagem, Melhor Desenho de Produção, Melhor Roteiro Original e Melhor Diretor. 


Festival de Cannes 2001 (França) 
Indicado à Palma de Ouro. 


Grande Prêmio BR do Cinema Brasileiro 2002 (Brasil) 
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. 


Prêmio César 2002 (França) 
Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. 


Globo de Ouro 2002 (EUA) 
Venceu nas categorias de Melhor Filme (musical/comédia), Melhor Trilha Sonora Original em cinema e Melhor Atriz em cinema (comédia/musical). 
Indicado nas categorias de Melhor Diretor em cinema, Melhor Canção Original em cinema (Come What May) e Melhor Ator em cinema (comédia/musical). 


O musical ocupa a 25ª posição na Lista dos 25 Maiores Musicais Americanos de todos os tempos



Referências: